Marília Arraes propõe convocação de Comissão e Frente Parlamentar em Defesa do Litoral Brasileiro




A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) propôs, nesta quarta-feira (24), a transformação da sessão plenária da Câmara dos Deputados em Comissão Geral para ampliar o debate com parlamentares, especialistas, representantes da sociedade e do Executivo, sobre o vazamento de óleo no litoral do Nordeste, já considerado como um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil. E também a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa do Litoral Brasileiro.

Ela lembrou que, até o momento, mais de 200 praias foram atingidas e cerca de mil toneladas do resíduo retiradas por voluntários e representantes de entidades ligadas ao Meio Ambiente. O requerimento para a convocação da Comissão Geral foi encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) dizendo: "É urgente que todas as instâncias se unam na busca por soluções e para a investigação do que de fato aconteceu. O que está acontecendo no Nordeste é um crime sem precedentes. É fundamental investigar a origem e punir os culpados”, afirmou a vice-líder do PT na Câmara.

A coleta de assinaturas para a instalação da Frente Parlamentar segue a todo o vapor e tem recebido o apoio de parlamentares de vários estados e legendas.“Hoje é o Nordeste que está vivendo os efeitos desse pesadelo. Mas amanhã pode ser qualquer outra região. Não podemos deixar que nosso litoral vire terra de ninguém”, destacou a deputada.

A parlamentar encaminhou, ainda, dois requerimentos de informações: um para o Ministério do Meio Ambiente e outro para o Ministério da Defesa. Para ambas instituições foram pedidos esclarecimentos sobre as ações tomadas desde a identificação do início do problema, o planejamento para os próximos passos e as informações sobre a investigação das causas e dos responsáveis por este desastre. Em Pernambuco, o vazamento atingiu os municípios de Paulista, Jaboatão dos Guararapes, São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Sirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Além do dano irreparável na fauna e flora desses lugares, o derramamento também prejudicará a economia e a rotina da população litorânea.

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